De templos históricos a sedes internacionais: veja como a diversidade religiosa se expressa em Bauru
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Conhecida como a ‘Cidade sem Limites’, Bauru (SP) é marcada pelo encontro de histórias, culturas e tradições que ajudaram a construir a identidade do município ao longo dos anos. Neste sábado (1º), a cidade completa 130 anos, e uma das características mais fortes dessa mistura está na diversidade de crenças da população.
Os números do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram esse retrato plural.
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43,94% dos moradores se declaram católicos apostólicos romanos e 35,93% são evangélicos. Os espíritas representam 3,77% da população, enquanto 1,48% seguem religiões de matriz africana, como umbanda ou candomblé. Outros 6,59% afirmaram ter diferentes crenças, e 8,2% disseram não ter religião.
Para o professor e mestre em Teologia Luís Fabiano, essa diversidade está enraizada na formação da sociedade bauruense. Em entrevista ao g1, ele explica que os povos indígenas que habitavam a região estabeleceram a primeira base da diversidade espiritual local, antes mesmo da chegada do catolicismo.
Com o passar dos anos, o desenvolvimento econômico ampliou esse cenário. A expansão das ferrovias transformou Bauru em um importante entroncamento ferroviário e atraiu migrantes de diferentes regiões do país.
“Essa possibilidade de chegada de pessoas de diversas localidades no passado foi constituindo aquele chão da diversidade religiosa”, afirma o teólogo.
Atualmente, segundo Luís Fabiano, quem assumiu esse papel foram as universidades que ajudaram a fortalecer esse perfil plural.
“Por ser uma cidade universitária, você recebe aqui um público muito grande, variado, de toda a região, e que vem com as experiências religiosas mais plurais possíveis”, diz.
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O especialista destaca que, apesar das diferenças entre as crenças, ainda prevalecem iniciativas de diálogo, ecumenismo e ações de amparo social.
“A diversidade religiosa nunca vai ser um empecilho para o desenvolvimento da cidade, desde que esses religiosos entendam o papel da religião para o desenvolvimento social da cidade como um todo. Essa diversidade religiosa também contribui para o desenvolvimento. É uma via de mão dupla”, conclui.
Para mostrar como essa pluralidade se manifesta na prática, o g1 visitou diferentes espaços de fé que têm sede em Bauru ou desempenham papel relevante na vida religiosa e social do município. Confira:
Mapa mostra diversidade religiosa em Bauru (SP)
Raíssa Oliveira/TV TEM
1. Catedral do Espírito Santo – Igreja Católica
Fachada da Catedral do Divino Espírito Santo, um dos principais marcos históricos e religiosos de Bauru (SP)
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A história da Igreja Católica na cidade caminha lado a lado com a própria fundação de Bauru. O município nasceu em 1896, e a Igreja do Divino Espírito Santo, que hoje recebe título de Catedral, foi instituída apenas um ano depois, em 21 de julho de 1897.
O peso estratégico da cidade na região é tão grande que, em 15 de fevereiro de 1964, o Papa Paulo VI criou oficialmente a Diocese de Bauru, o que tranformou o município como uma sede administrativa religiosa.
Interior da Catedral do Divino Espírito Santo de Bauru (SP) é a sede administrativa da Diocese que abrange 14 cidades da região
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Atualmente, a diocese abrange 14 municípios e é administrada pelo bispo diocesano. Apenas dentro de Bauru, são 26 paróquias e dezenas de obras sociais, como a Casa do Garoto e a Comunidade Bom Pastor, além de forte presença na educação por meio de colégios e universidades.
Padre Rodrigo Sena, pároco da Paróquia Universitária de Bauru (SP), ressalta o acolhimento aos jovens na cidade
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Em entrevista ao g1, Padre Rodrigo Sena, pároco da paróquia universitária, ressalta o papel da igreja no acolhimento em uma cidade com um fluxo tão intenso de jovens.
“Os universitários chegam de tão longe, procuram a igreja para se sentirem em comunidade e, depois de um tempo, já se sentem em família. A nossa alegria é conhecer cada vez mais o tanto de coisas boas que a igreja pode fazer na vida das pessoas”, explica o padre.
2. Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Bauru
Templo da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Bauru (SP), que chama a atenção por sua imponente arquitetura neogótica
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Localizado no Centro da cidade, o templo da Primeira Igreja Presbiteriana Independente chama a atenção de quem passa pela região por sua imponente arquitetura neogótica. Concluída em 1949 e inspirada na Catedral Evangélica de São Paulo, a edificação hoje é tombada como patrimônio histórico do município.
A presença presbiteriana em Bauru, no entanto, começou bem antes da construção do prédio atual. Em 1901, apenas cinco anos após a fundação da cidade, o primeiro grupo evangélico bauruense começou se reunindo no salão de uma fábrica de colchões.
Concluído em 1949, o prédio localizado no Centro da cidade é tombado como patrimônio histórico do município
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Com raízes na Reforma Protestante, a religião presbiteriana adota um sistema de liderança formado por presbíteros, que são membros eleitos pela própria comunidade, e tem a bíblia protestante como regra de fé e prática. Hoje, o templo em Bauru atende a uma comunidade com mais de mil membros ativos.
Reverendo Davi Therezan explica que a preservação do espaço reflete a história evangélica de Bauru (SP)
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Para o reverendo Davi Therezan, a preservação do espaço e de suas tradições reflete a própria trajetória de desenvolvimento e diversidade de Bauru.
“Esse templo simboliza muito sobre a história evangélica na cidade de Bauru. Todo mundo passa por aqui e identifica como uma catedral bonita, visualmente ela se destaca e faz parte da história da cidade”, explica o reverendo.
3. Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová
Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová em Bauru (SP)
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Presente em Bauru há 26 anos, o imponente Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová funciona como um epicentro de encontros da religião para grande parte do interior de SP. O espaço possui capacidade para acomodar mais de duas mil pessoas e atrai milhares de fiéis todos os anos.
As Testemunhas de Jeová são uma religião cristã que tem como essência seguir estritamente os ensinamentos da Bíblia.
Espaço tem capacidade para acomodar mais de 2.200 pessoas e recebe milhares de fiéis durante os congressos anuais
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Durante a temporada anual de congressos, que dura 14 semanas, a sede bauruense chega a receber entre 22 e 25 mil pessoas vindas de 113 cidades, algumas localizadas a mais de 200 quilômetros de distância.
Carlos Eduardo Shishido, porta-voz da religião, ressalta os laços de fraternidade construídos nos encontros
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O porta-voz da religião, Carlos Eduardo Shishido, explica em entrevista ao g1 que a infraestrutura e a localização de Bauru são fundamentais para essa logística de acolhimento, mas que o maior ganho dos eventos é o fortalecimento dos laços de fraternidade.
“Além da instrução espiritual, do ensino bíblico que a gente recebe, há uma ótima oportunidade de abrir nosso leque de contatos e amizades. A gente constrói uma comunidade verdadeira. Somos irmãos espirituais no pleno sentido”, afirma Carlos Eduardo.
4. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Fachada da sede de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Bauru (SP)
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Com raízes nos Estados Unidos, onde teria sido restaurada no ano de 1830, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias prega o seguimento contínuo do exemplo de Jesus Cristo na Terra.
Em Bauru, o crescimento do número de membros foi tão expressivo que a sede regional, chamada pelos fiéis de “estaca”, precisou ser dividida em duas para comportar a alta demanda de toda a região centro-oeste paulista.
Chamada de “estaca” pelos fiéis, a sede regional atende a alta demanda da religião em todo o Centro-Oeste Paulista
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Além da atuação social focada em campanhas comunitárias, a igreja bauruense se destaca por ser um forte polo de trabalho missionário internacional.
“Nós temos missionários bauruenses em oito países diferentes hoje. E também nós recebemos missionários de outros países. Esse intercâmbio faz com que eles não só aprendam a língua, mas também aprendam a cultura”, explica Rafael, presidente de estaca de Bauru.
Segundo ele, essa imersão cultural fortalecida a partir da cidade agrega não só na expansão da mensagem religiosa, mas contribui diretamente para o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens que dedicam parte de suas vidas a esse voluntariado.
Rafael, presidente de estaca em Bauru, detalha o forte trabalho missionário internacional realizado a partir da cidade
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A igreja também exerce um papel social com a plataforma FamilySearch, que é o maior serviço gratuito de genealogia do mundo. Por meio dessa ferramenta, qualquer pessoa, independentemente de ser membro da igreja ou não, pode acessar bilhões de registros históricos, construir sua árvore genealógica e descobrir a história de seus antepassados.
5. Ministério Bola de Neve
Púlpito da igreja é feito com uma prancha de surfe para lembrar o início do ministério; salão principal comporta mais de mil fiéis
Reprodução
Presente no município há 20 anos, desde 2006, a Igreja Bola de Neve de Bauru foi o primeiro templo do ministério a ser inaugurado no interior de São Paulo.
Até então, a religião era fortemente associada apenas às cidades litorâneas e à capital paulista devido à sua identidade ligada ao surfe e aos esportes. O crescimento foi tão expressivo que, hoje, a sede bauruense é uma regional responsável por coordenar 22 igrejas, abrangendo até as regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto (SP).
Atual templo da Igreja Bola de Neve ocupa o prédio de uma antiga casa de shows na Avenida Nações Unidas
Reprodução
Conhecida por seu grande apelo junto ao público jovem, a instituição aposta em uma comunicação mais direta e contemporânea. Uma das marcas registradas em todos os templos do ministério é o púlpito, sempre feito com uma prancha de surfe.
O pastor Júnior Alavarse, líder da regional bauruense, explica que o objeto serve para manter viva a memória de como a igreja começou, a partir da restauração de vida de um jovem surfista que passou a pregar para os amigos usando uma prancha apoiada em cadeiras.
“Embora seja uma igreja voltada para a palavra de Deus, com princípios espirituais e a nossa fé na Bíblia, nós conseguimos nos comunicar com o jovem de forma mais informal do que toda aquela formalidade que, às vezes, acaba dificultando o acesso dele para uma igreja”, explica o pastor.
Pastor Júnior Alavarse, líder da regional bauruense da Igreja Bola de Neve
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Acompanhando esse perfil, o templo atual da Bola de Neve em Bauru ocupa um prédio muito famoso na Avenida Getúlio Vargas, imóvel que, no passado, chegou a funcionar como uma famosa casa de shows da cidade.
Atualmente, o salão principal comporta mais de mil fiéis em cadeiras e o local ainda conta com uma estrutura completa de salas e ministérios voltados para o atendimento de crianças e adolescentes.
6. Igreja Tenrikyo Dentotyo
Sede Missionária da Igreja Tenrikyo no Brasil está localizada em Bauru e funciona como polo irradiador da crença para a América Latina
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Com uma estética que transporta o visitante diretamente para o outro lado do mundo, a Igreja Tenrikyo Dendotyo, de origem japonesa, é uma verdadeira joia arquitetônica oriental em pleno interior paulista.
Bauru abriga a Sede Missionária da religião no Brasil, funcionando como um polo irradiador da crença para o país e para a América Latina.
A estrutura começou a ser erguida em 1960 pelas mãos dos próprios fiéis, devido à ausência de mão de obra especializada no estilo oriental na época.
Já em 1992, o espaço passou por uma minuciosa reforma conduzida por arquitetos japoneses, garantindo que o templo seguisse fielmente os traços arquitetônicos da matriz religiosa.
Templo passou por reforma com arquitetos japoneses na década de 1990 para seguir fielmente os traços da matriz religiosa
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Toda essa riqueza visual e histórica rendeu ao local o reconhecimento como patrimônio histórico do município.
Do ponto de vista teológico, a sede original da instituição fica na cidade de Tenri, no Japão, local exato onde os adeptos acreditam que a humanidade foi criada pela primeira vez. A religião cultua o Deus-Parens, denominado Tenri-Ô-no-Mikoto, considerado o Deus original, verdadeiro e criador de todo o universo.
Nos textos da crença, a divindade também é referida como “Lua-Sol”, simbolizando uma proteção contínua que atua dia e noite, e como “Parens”, que faz uma alusão direta ao amor incondicional e cuidadoso entre pais e filhos.
Fundada a partir das revelações concedidas a Oyassama, figura considerada o sacrário da religião, a doutrina prega a existência de uma “razão celeste”, uma ordem imutável de onde emana a graça constante para a salvação humana.
Espaço preserva a riqueza arquitetônica oriental e foi tombado como patrimônio cultural de Bauru em 2003
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7. Instituto Cultural Aruanda
Espaço do Instituto Cultural Aruanda, terreiro de Umbanda de matriz afro-indígena fundado em 2005
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Fundado em Bauru no ano de 2005, o Instituto Cultural Aruanda é um terreiro de Umbanda de matriz afro-indígena.
A religião, genuinamente brasileira, nasceu do encontro de tradições de ancestrais africanos e povos indígenas que já habitavam o território, recebendo mais tarde influências do catolicismo e do espiritismo.
Pai Rodrigo Queiroz, sacerdote e fundador do instituto, destaca a educação como ferramenta contra o racismo religioso
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Apesar de a cidade ter um perfil plural, o sacerdote e fundador do instituto, Pai Rodrigo Queiroz, pontua ao g1 que as religiões de matriz africana ainda enfrentam o estigma e os desafios do racismo religioso. Para ele, o caminho principal para transformar essa realidade é o conhecimento.
“Acredito que a educação é a principal ferramenta, o principal caminho de mudança de uma sociedade. O preconceito é um conceito mal formado sobre algo. Então, todo preconceito acaba quando você forma um conceito, quando tem conhecimento sobre aquilo”, reflete o Pai de Santo.
Pai Rodrigo Queiroz, sacerdote e fundador do instituto, destaca a educação como ferramenta contra o racismo religioso
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Com essa premissa, o terreiro transcendeu as fronteiras físicas de Bauru. Há quase duas décadas, o instituto mantém uma plataforma de cursos de Educação a Distância (EAD) com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), que oferece cursos e estudos sobre a religião para alunos do mundo todo.
8. Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac)
Fachada do Centro Espírita Amor e Caridade (CEAC), instituição religiosa mais antiga em funcionamento em Bauru
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O Centro Espírita Amor e Caridade (CEAC) nasceu em 2 de dezembro de 1919. Naquela época, a cidade contava com cerca de 20 mil habitantes e vivia um efervescente crescimento populacional impulsionado pelo grande entroncamento ferroviário da região.
A instituição surgiu justamente da necessidade de acolher trabalhadores migrantes, principalmente do Norte e Nordeste do país, que desembarcavam no município em busca de oportunidades de emprego.
O centro atuava oferecendo amparo, abrigo e até fornecia passagens de trem para que essas famílias pudessem chegar aos seus destinos finais.
Baseada no tripé espírita, a instituição mantém uma gigantesca infraestrutura de assistência social na cidade
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Atualmente, baseando-se no tripé espírita que envolve filantropia, difusão e doutrina, o Ceac possui uma gigantesca infraestrutura de assistência social.
A instituição mantém um albergue noturno e cinco núcleos de atendimento na periferia, oferecendo alimentação, educação e atividades para crianças no contraturno escolar. Todo esse atendimento é feito de forma gratuita e sem qualquer distinção ou exigência de crença religiosa.
Presidente do centro, Nelson da Silva Bastos, de 84 anos, exalta a rede de solidariedade construída no município e explica a principal motivação por trás desse trabalho.
“Bauru é uma cidade privilegiada, porque todas as religiões, todas as crenças têm um trabalho na área assistencial. O espiritismo tem uma máxima que fora da caridade não há salvação. Então, todas as nossas casas espíritas no Brasil, e quiçá no mundo, se baseiam na caridade”, afirma o presidente.
Nelson da Silva Bastos, presidente do Ceac, destaca a rede de solidariedade do município
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Fonte: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/07/31/uma-cidade-muitas-crencas-veja-como-diferentes-religioes-ajudam-a-construir-a-identidade-de-bauru.ghtml
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